Afinal o problema não é de todos...
"A maioria de direita na Câmara de Lisboa rejeitou, ontem à noite, a criação de uma sala de injecção assistida proposta pelo vereador José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda, que teve os votos favoráveis do PS.
A proposta de Sá Fernandes, apresentada na reunião pública de ontem do executivo camarário, sugeria que o plano de combate à toxicodependência da autarquia lisboeta incluísse "a possibilidade" da instalação de uma sala de injecção assistida, "como experiência-piloto", na renegociação do protocolo, prevista para Março, a estabelecer entre o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), o município e a Segurança Social.Apenas o proponente e os cinco vereadores do PS votaram favoravelmente a proposta, que mereceu os votos contra dos nove vereadores da coligação de direita (PSD-CDS/PP) e a abstenção dos dois eleitos pela CDU.Sá Fernandes sustentou que "Lisboa não pode adiar mais" esta questão, afirmando que a deliberação pretendia apenas "abrir a possibilidade" de adoptar esta medida na capital. "Não é para instalarmos uma sala de injecção assistida amanhã num sítio qualquer", frisou, adiantando que a medida "não seria uma coisa isolada", mas articulada com medidas de prevenção da toxicodependência.Também o PS, que tinha esta proposta no seu programa eleitoral, defendeu a necessidade de "testar uma possibilidade de solução". "Como se pode ainda hoje ter tantas dúvidas em relação a uma necessidade que já foi pensada?", perguntou a vereadora socialista Natalina Moura.Da parte do executivo, o vereador responsável pela Acção Social, Sérgio Lipari Pinto, sublinhou que "nada está fechado" e remeteu uma posição sobre este assunto para um congresso sobre toxicodependência a realizar pela Câmara Municipal em Junho ou Julho. "Queremos um diagnóstico técnico e sério para podermos chegar a uma decisão política. Deixe-me trabalhar até Junho, se faz favor", apelou Lipari Pinto, dirigindo-se ao vereador bloquista, acrescentando que "há questões que estão por responder".A vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, disse estar "em profunda discordância" COM A proposta de Sá Fernandes. "Quando se gera uma oferta, tem de se pensar como é que se vai prestar a resposta, e nem está provado que este tipo de estrutura seja uma resposta. O vereador Sá Fernandes vem propor que se crie uma sala de injecção assistida como se se construísse uma praça ou um espaço verde. Não pode ser", argumentou.O presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, afirmou ter "dúvidas sobre o efeito a esperar" desta medida e disse não se sentir "à vontade para apoiar uma experiência destas", apesar de admitir mudar a sua posição.A vereadora da CDU Rita Magrinho referiu que "uma solução isolada não resolve o problema", defendendo a importância da prevenção primária, nomeadamente através da promoção do desporto entre os mais novos, e frisou que "as soluções integradas devem envolver todas as entidades", incluindo o Governo."
in Público 23.Fev.06
Boas colagens!!!!

1 Comments:
Acho que é demasiado politica para um assunto que não tem que ser discutido por políticos que nada percebem do assunto. Talvez devessem ter humildade para pergntar aos técnicos e a quem trabalham na àrea para depois fazeremo que lhes compete que é decidir. O investimento nesta àrea não é nada em comparação com outras.
quarta-feira, março 01, 2006 12:36:00 a.m.
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