26 janeiro 2006

Diz-me que música ouves, digo-te o que consomes!?!


Colo aqui este artigo do jornal Público de 22 de Janeiro de 2006. Colei-o porque acho que tem matéria suficiente para reflectirmos, e se acharmos que poderemos contribuir, colemos aqui a nossa opinião. Sublinho alguns pontos que considero relevantes, e que podem ser o mote para mais colagens.

«Estudo alerta para "risco real" de "problemas psiquiátricos graves"Ambiente das festas influencia padrões de consumo de droga 22.01.2006 - 11h12 Catarina Gomes, (PÚBLICO)

A imagem do toxicodependente de rua a injectar-se com heroína já não corresponde tanto aos novos consumos de droga. Agora muito acontece em ambiente de festas de fim-de-semana em que os diferentes estilos de música de dança dão o tom ao tipo de pessoas que lá aparece e também às drogas de eleição.
A associação quase exclusiva que é feita do consumo de ecstasy à música de dança electrónica em geral "é errada". Os estilos musicais variam e atraem gente com diferentes origens sociais, valores e padrões de consumo de substâncias. É o que conclui o psicólogo Victor Silva na investigação Techno, House e Trance: uma incursão pelas culturas da dance music, publicada no último número da revista Toxicodependências, editada pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).O autor frequentou durante dois anos festas com três estilos de música de dança - techno, house e trance - tentando conhecer este universo através da observação participante e de entrevistas a frequentadores, sobretudo na região Norte, conta ao PÚBLICO.Victor Silva, que é psicólogo da Comunidade Terapêutica do Norte, explica que hoje em dia são cada vez menos os que consomem só uma droga. "A regra é o policonsumo" e "a cannabis surge como o elemento comum" - ou, como se lê no seu artigo, tornou-se no "refogado onde depois se deitam os ingredientes principais".À parte este elemento comum há outras tendências: "Os adeptos techno preferem as pastilhas, os do house a cocaína, os do trance os ácidos" (ver caixa). Victor Silva ressalva que nem todos os que frequentam estas festas consomem drogas ilegais mas a prática "é muito visível e está quase normalizada dentro destas culturas".A ligação da droga ao consumo em festas está a levar a mudanças nos padrões de consumo, conclui ainda. O consumo de heroína, "que ainda é um problema grave", "já não é chamativo" devido à imagem do "junkie de rua". Os adeptos da techno "podem tornar-se nos próximos junkies"- numa festa uma pessoa pode chegar a consumir dez pastilhas de ecstasy, exemplifica.Está-se a passar para "o junkie de fim-de-semana". E os consumos que o psicólogo encontrou, assim concentrados em dias definidos (sobretudo à sexta e ao sábado) "são altíssimos e potencialmente perigosos", nota Victor Silva no artigo que é o resumo da sua tese de mestrado em Psicologia do Comportamento Desviante. A investigação Trance, house e techno - espiritualidade, sensualidade e energia foi apresentada na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto em 2004 e recebeu a classificação de Muito Bom."Discurso do "não à droga" não funciona"Face às práticas que encontrou, Victor Silva não tem dúvidas de que há que "adaptar" a prevenção a este universo. "O discurso "não à droga" não funciona e, aliás, pode incitar o consumo", reitera. As chamadas "novas drogas" são consumidas em Portugal há mais de 15 anos e "obrigam a uma nova forma de intervir nesta área", defende o psicólogo. Estes consumidores não se vêem como toxicodependentes e pensam que estão a usar "substâncias inócuas", sublinha ao PÚBLICO.No entender do psicólogo, é preciso ir ao seu encontro "nas festas" e não ficar "nos nossos gabinetes à espera que eles lá apareçam, já com sequelas graves do consumo destas substâncias", lê-se ainda no artigo.Quando explorou as características da cultura techno - a mais associada ao consumo de ecstasy - Victor Silva constatou que nenhuma das pessoas com quem contactou nas festas "referiu acções, materiais ou recursos do IDT como fonte de informação sobre as drogas". Mas todos referiam a necessidade de saber mais sobre as drogas que utilizavam.Não querendo ser "alarmista", o psicólogo nota que existe "um risco real": muitos consumidores "irão desenvolver problemas psiquiátricos graves". Nas festas techno nota que "todos os sujeitos entrevistados conhecem uma ou mais pessoas que ficaram com sequelas atribuídas ao consumo de drogas, nomeadamente a nível psicológico, com internamentos em hospitais psiquiátricos".O investigador vai mais longe: a continuarem estes padrões de consumo de drogas sintéticas, "parte de uma geração vai chegar à idade adulta com défices cognitivos".» (Pode encontrar esta notícia e respectivos comentários em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1245490&idCanal=62 )
Boas colagens e melhores reflexões!

24 janeiro 2006

Pai do LSD têm...100 anos!!!


Esquecemo-nos de dar os parabéns a um senhor chamado Albert Hofmanhttp://www.lsd.info/symposium/ah-en,100 anos é de facto uma proeza!

«Foi ali que descobriu "por acaso" aquela droga alucinogénia, ao deixar cair na mão uma gota de uma substância química que estava a estudar, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD 25). Logo a seguir, o cientista sentiu estranhas sensações, angústias, vertigens e alucinações.
Três dias depois, voltou a testar o produto, dessa vez voluntariamente, e sentiu os mesmos efeitos.
"O ‘eu’ desaparece dando lugar a um estado místico, o céu e a terra misturam-se, sente-se que se faz parte do Universo, entra-se num novo estado de consciência", explica Hofmann, numa descrição dos efeitos do LSD.
Sob o seu efeito, acrescenta, vive-se, ouve-se e sente-se de modo diferente, muito intenso, e isso só com uma dose mínima.
A Sandoz produziu o LSD em drageias e ampolas entre 1947 e 1966, data da sua proibição, quando se convertera na droga favorita dos grupos "hippies" dos anos 60.
Antes, a substância era sobretudo usada em psiquiatria para tratar doentes amorfos, que já não reagiam a nenhum medicamento.
Com o LSD, esses doentes "estavam estimulados, despertos num certo sentido", diz hoje Hofmann numa entrevista ao jornal Tages Anzeiger.
O químico reformado deseja ardentemente que a substância seja de novo autorizada. "A proibição total do LSD foi uma iniciativa dos EUA, que quiseram assim conter os efeitos devastadores da droga", lembra Hofmann.
"Mas é preciso que isso mude, e espero que este congresso em Basileia possa contribuir", afirmou, aludindo ao simpósio internacional que decorre este fim-de-semana no Centro de Congressos de Basileia.
Segundo Hofmann, o LSD ajuda a aliviar os sofrimentos, sobretudo nos doentes em fim de vida, quando a morfina já não tem efeitos.
Investigadores europeus e norte-americanos de primeiro plano também se pronunciaram por uma atenuação da proibição do LSD na investigação e na terapia.
O cientista centenário adverte todavia que a absorção irreflectida de LSD pode ser extremamente perigosa e que não se sabe o que contêm as pílulas vendidas às escondidas.» in Jornal de Notícias, 11 de Janeiro 2006

Boas colagens!

P.S: Quando até os bancos falam de substâncias... http://www.millenniumbcp.pt/site/conteudos/75/7545/754585/article.jhtml?articleID=172016

19 janeiro 2006

Errata

O email do blog é como todos já devem ter percebido permitidoafixarcartazes@gmail.com ,e não como o afixado no post anterior!Obrigada e boas colagens!

Tanta Saúde Mental...!



Antes de mais, impõe-se um agradecimento a tanta colagem de cartazes!Uns mais coloridos outros mais efuzivos, mas todos importantes,OBRIGADA.Vou deixar-vos outro repto, mas não sem antes dizer-vos, que quer para dúvidas ,sobre consumos ou não, quer para algum colador de cartazes que gostasse de participar de forma mais regular com colagens de textos, músicas ou fotos, mais do que apenas colagens de comentários encontra-se activo o email do blog, www.permitidoafixarcartazes.gmail.com não hesitem em colar cartazes!
Deixo-vos aqui um texto de um senhor chamado Ernst Junger, ele próprio um pensador destas coisas bem como um consumidor de coisas...substâncias quero dizer.
"Os entendidos têm discutidos sobre o que, na obra de Vincent, era «elaboração consciente» ou patológica. É possível manter debates semelhantes a respeito de muitos pintores dessa época, Utrillo, Gouguin, Toulouse-Latrec; em última análise nenhum artista é normal. De resto, estas polémicas são úteis e não nos ocuparão mais porque, parodiando um frase célebre, o que importa não é ser saudável ou doente mas o que se faz da saúde ou da doença."
Ernst Junger in "Drogas, embriaguez e outros temas"

Viva a saúde mental...!
Até à próxima colagem!!!

16 janeiro 2006

A partir de hoje está oficialmente aberta a época de colagem de cartazes...políticos?Não, nem por isso, aliás porque nesta altura teriamos muita concorrência. Pretende-se porém, que seja democrático, que seja um exemplo de cidadania, entre outras coisas. Eventualmente poderá tornar-se menos politicamente correcto, mas isso faz parte da democracia, bem mas antes que acabe o espaço vamos lançar o mote, aqui fala-se de substâncias...alguma ilícitas outras nem por isso!Queremos afixar muitos cartazes, seja para falar de sabores ou dissabores, viagens ou nem por isso, experiências, perguntas, respostas ou tentativas! Queremos todos os cartazes, aqueles a favor, os contra, os assim assim, os conservadores, os liberais ou aqueles que apenas surgem para "crossar" os cartazes dos outros!Cartazes com dúvidas, ou com todas as certezas!Falemos
daquilo que fazemos ou não com substâncias psicoactivas, mais conhecidas por drogas!
Está oficialmente aberta a época de colagem de cartazes!