23 fevereiro 2006

Afinal o problema não é de todos...

Câmara de LisboaLisboa: maioria de direita chumba criação de sala de injecção assistida

"A maioria de direita na Câmara de Lisboa rejeitou, ontem à noite, a criação de uma sala de injecção assistida proposta pelo vereador José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda, que teve os votos favoráveis do PS.
A proposta de Sá Fernandes, apresentada na reunião pública de ontem do executivo camarário, sugeria que o plano de combate à toxicodependência da autarquia lisboeta incluísse "a possibilidade" da instalação de uma sala de injecção assistida, "como experiência-piloto", na renegociação do protocolo, prevista para Março, a estabelecer entre o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), o município e a Segurança Social.Apenas o proponente e os cinco vereadores do PS votaram favoravelmente a proposta, que mereceu os votos contra dos nove vereadores da coligação de direita (PSD-CDS/PP) e a abstenção dos dois eleitos pela CDU.Sá Fernandes sustentou que "Lisboa não pode adiar mais" esta questão, afirmando que a deliberação pretendia apenas "abrir a possibilidade" de adoptar esta medida na capital. "Não é para instalarmos uma sala de injecção assistida amanhã num sítio qualquer", frisou, adiantando que a medida "não seria uma coisa isolada", mas articulada com medidas de prevenção da toxicodependência.Também o PS, que tinha esta proposta no seu programa eleitoral, defendeu a necessidade de "testar uma possibilidade de solução". "Como se pode ainda hoje ter tantas dúvidas em relação a uma necessidade que já foi pensada?", perguntou a vereadora socialista Natalina Moura.Da parte do executivo, o vereador responsável pela Acção Social, Sérgio Lipari Pinto, sublinhou que "nada está fechado" e remeteu uma posição sobre este assunto para um congresso sobre toxicodependência a realizar pela Câmara Municipal em Junho ou Julho. "Queremos um diagnóstico técnico e sério para podermos chegar a uma decisão política. Deixe-me trabalhar até Junho, se faz favor", apelou Lipari Pinto, dirigindo-se ao vereador bloquista, acrescentando que "há questões que estão por responder".A vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, disse estar "em profunda discordância" COM A proposta de Sá Fernandes. "Quando se gera uma oferta, tem de se pensar como é que se vai prestar a resposta, e nem está provado que este tipo de estrutura seja uma resposta. O vereador Sá Fernandes vem propor que se crie uma sala de injecção assistida como se se construísse uma praça ou um espaço verde. Não pode ser", argumentou.O presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, afirmou ter "dúvidas sobre o efeito a esperar" desta medida e disse não se sentir "à vontade para apoiar uma experiência destas", apesar de admitir mudar a sua posição.A vereadora da CDU Rita Magrinho referiu que "uma solução isolada não resolve o problema", defendendo a importância da prevenção primária, nomeadamente através da promoção do desporto entre os mais novos, e frisou que "as soluções integradas devem envolver todas as entidades", incluindo o Governo."
in Público 23.Fev.06
Boas colagens!!!!

20 fevereiro 2006

..."tratar um problema que é de todos"...



in jornal Público 20.Fev.2006
20.02.2006 - 16h23 Lusa
"A aproximar os toxicodependentes das estruturas de tratamentoVereador Sá Fernandes defende criação experimental de sala de chuto em Lisboa
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, defendeu hoje a instalação, a nível experimental, de uma sala de injecção assistida em Lisboa, para aproximar os toxicodependentes das estruturas de tratamento.
A criação desta sala de injecção como experiência piloto faz parte de uma proposta que o vereador vai levar a reunião de câmara na quarta-feira.O vereador quer que a sala de chuto seja incluída na renegociação do protocolo, em Março, entre o Instituto de Droga e Toxicodependência e a Câmara Municipal de Lisboa."A problemática da toxicodependência não pode esperar muito mais tempo", afirmou José Sá Fernandes em conferência de imprensa, lembrando que, em Portugal, mais de 40 mil utilizadores de drogas estão fora dos centros de tratamento.
O vereador bloquista adiantou que um vasto número de associações portuguesas ligadas a esta problemática, como a Abraço, e organizações internacionais, como o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, apoiam a criação destas estruturas em zonas onde o consumo de droga se efectua em condições degradantes."É uma atitude preventiva e de ajuda aos toxicodependentes", afirmou o autarca, considerando que "é uma maneira de aproximá-los de uma estrutura de tratamento e reduzir o riscos de transmissão de doenças como a hepatite e a sida"."Estamos aqui para ajudar o IDT e a Segurança Social na resolução desta problemática", afirmou o autarca, defendendo que todas as entidades devem "unir esforços" para "tratar de um problema que é de todos"."
Será que todos o sentem como um problema de todos????Esta é a face visivel do problema, e mesmo assim será visivel a todos???
Boas colagens!!!!

06 fevereiro 2006

O mundo de pernas para o ar...


PROÍBIDO FUMAR EM PÚBLICO - Ilegalização em Amesterdão

O país mais conhecido do mundo pela legalização das drogas(muito embora não seja exactamente legal o que lá acontece, é mais uma tolerância...um acordo de cavalheiros) tornou ilegal o consumo de "charros" das ruas e praças da capital holandesa. A multa é de 50€ e ficará em analise no decurso do ano de 2006 pairando no entanto a possibilidade desta medida restritiva se aplicar a toda a cidade. O destino conhecido de todos como o paraíso do uso de cannabis, passa agora a ver reduzidos os seus locais de uso...isto anda mesmo a mudar qd Portugal pensa em salas de chutos Amesterdão proíbe o consumo de haxixe na rua?!O que faltará acontecer mais...?
Boas colagens de cartazes