O jogo do gato e do rato
Sindicato do Corpo da Guarda Prisional esteve reunido com ministro da JustiçaGuardas prisionais admitem greve se o Governo avançar com troca de seringas 29.08.2006 - 21h57 Lusa
"O presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, admitiu hoje uma greve da classe se o Governo avançar com a introdução do sistema de troca de seringas nas prisões.
Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o ministro da Justiça, Jorge Alves revelou que Alberto Costa lhe comunicou que os dois ministérios envolvidos nesta matéria (Justiça e Saúde) "ainda não têm uma decisão tomada, tanto é que só amanhã o relatório será apresentado aos dois ministros". "Só depois disso e ponderadas todas as situações é que poderão decidir", disse.Segundo o presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), o ministro Alberto Costa "tem ainda muitas dúvidas em relação a este assunto” e quis saber qual a opinião do SNCGP a este respeito.Jorge Alves ficou também a saber que, na eventualidade de a medida avançar, esta será testada numa experiência piloto, mas não foram indicadas datas nem cadeias onde o sistema pudesse ser ensaiado.Caso a troca de seringas nas prisões avance, o SNCGP irá convocar uma assembleia-geral extraordinária e discutir a possibilidade de fazer grave, pois, segundo Jorge Alves, uma decisão naquele sentido seria "a gota de água num copo que já está cheio".O sindicato lamenta que se esteja a pensar na troca de seringas, numa altura em que o sistema prisional ainda não conseguiu erradicar por completo o balde higiénico e em que em muitas cadeias a medicação é dada aos presos pelos próprios guardas prisionais porque não há a devida assistência médica."Para quê ir já para o telhado, quando não temos os alicerces montados e devidamente firmes e seguros", argumentou Jorge Alves, alertando ainda para o défice de guardas prisionais e de funcionários do sistema prisional.Em sua opinião, "actualmente as prisões não estão preparadas para uma medida destas”, quando à partida existe o perigo de isso provocar "overdose" em reclusos toxicodependentes e a própria seringa se transformar numa "arma de agressão" a guardas e outros funcionários da cadeia.Segundo um relatório da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, citado por Jorge Alves, em 2005 foram apreendidas 19 seringas, o que, no entender do presidente do sindicato, não é alarmante. Apesar de haver mais algumas escondidas, 19 seringas num universo de 12.500 reclusos repartidos por 56 estabelecimentos prisionais não justifica, só por si, uma medida tão arriscada como a troca de seringas, defendeu o sindicalista."in http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268625
"O presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, admitiu hoje uma greve da classe se o Governo avançar com a introdução do sistema de troca de seringas nas prisões.
Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o ministro da Justiça, Jorge Alves revelou que Alberto Costa lhe comunicou que os dois ministérios envolvidos nesta matéria (Justiça e Saúde) "ainda não têm uma decisão tomada, tanto é que só amanhã o relatório será apresentado aos dois ministros". "Só depois disso e ponderadas todas as situações é que poderão decidir", disse.Segundo o presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), o ministro Alberto Costa "tem ainda muitas dúvidas em relação a este assunto” e quis saber qual a opinião do SNCGP a este respeito.Jorge Alves ficou também a saber que, na eventualidade de a medida avançar, esta será testada numa experiência piloto, mas não foram indicadas datas nem cadeias onde o sistema pudesse ser ensaiado.Caso a troca de seringas nas prisões avance, o SNCGP irá convocar uma assembleia-geral extraordinária e discutir a possibilidade de fazer grave, pois, segundo Jorge Alves, uma decisão naquele sentido seria "a gota de água num copo que já está cheio".O sindicato lamenta que se esteja a pensar na troca de seringas, numa altura em que o sistema prisional ainda não conseguiu erradicar por completo o balde higiénico e em que em muitas cadeias a medicação é dada aos presos pelos próprios guardas prisionais porque não há a devida assistência médica."Para quê ir já para o telhado, quando não temos os alicerces montados e devidamente firmes e seguros", argumentou Jorge Alves, alertando ainda para o défice de guardas prisionais e de funcionários do sistema prisional.Em sua opinião, "actualmente as prisões não estão preparadas para uma medida destas”, quando à partida existe o perigo de isso provocar "overdose" em reclusos toxicodependentes e a própria seringa se transformar numa "arma de agressão" a guardas e outros funcionários da cadeia.Segundo um relatório da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, citado por Jorge Alves, em 2005 foram apreendidas 19 seringas, o que, no entender do presidente do sindicato, não é alarmante. Apesar de haver mais algumas escondidas, 19 seringas num universo de 12.500 reclusos repartidos por 56 estabelecimentos prisionais não justifica, só por si, uma medida tão arriscada como a troca de seringas, defendeu o sindicalista."in http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268625
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