30 agosto 2006

O jogo do gato e do rato

Sindicato do Corpo da Guarda Prisional esteve reunido com ministro da JustiçaGuardas prisionais admitem greve se o Governo avançar com troca de seringas 29.08.2006 - 21h57 Lusa

"O presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, admitiu hoje uma greve da classe se o Governo avançar com a introdução do sistema de troca de seringas nas prisões.
Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o ministro da Justiça, Jorge Alves revelou que Alberto Costa lhe comunicou que os dois ministérios envolvidos nesta matéria (Justiça e Saúde) "ainda não têm uma decisão tomada, tanto é que só amanhã o relatório será apresentado aos dois ministros". "Só depois disso e ponderadas todas as situações é que poderão decidir", disse.Segundo o presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), o ministro Alberto Costa "tem ainda muitas dúvidas em relação a este assunto” e quis saber qual a opinião do SNCGP a este respeito.Jorge Alves ficou também a saber que, na eventualidade de a medida avançar, esta será testada numa experiência piloto, mas não foram indicadas datas nem cadeias onde o sistema pudesse ser ensaiado.Caso a troca de seringas nas prisões avance, o SNCGP irá convocar uma assembleia-geral extraordinária e discutir a possibilidade de fazer grave, pois, segundo Jorge Alves, uma decisão naquele sentido seria "a gota de água num copo que já está cheio".O sindicato lamenta que se esteja a pensar na troca de seringas, numa altura em que o sistema prisional ainda não conseguiu erradicar por completo o balde higiénico e em que em muitas cadeias a medicação é dada aos presos pelos próprios guardas prisionais porque não há a devida assistência médica."Para quê ir já para o telhado, quando não temos os alicerces montados e devidamente firmes e seguros", argumentou Jorge Alves, alertando ainda para o défice de guardas prisionais e de funcionários do sistema prisional.Em sua opinião, "actualmente as prisões não estão preparadas para uma medida destas”, quando à partida existe o perigo de isso provocar "overdose" em reclusos toxicodependentes e a própria seringa se transformar numa "arma de agressão" a guardas e outros funcionários da cadeia.Segundo um relatório da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, citado por Jorge Alves, em 2005 foram apreendidas 19 seringas, o que, no entender do presidente do sindicato, não é alarmante. Apesar de haver mais algumas escondidas, 19 seringas num universo de 12.500 reclusos repartidos por 56 estabelecimentos prisionais não justifica, só por si, uma medida tão arriscada como a troca de seringas, defendeu o sindicalista."in http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268625
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Boas colagens!

Espiritos inflamados!

Guardas prisionais estão contra a medida Ministros analisam hoje relatório sobre troca de seringas nas prisões
30.08.2006 - 10h14 Lusa

"Os ministros da Justiça, da Saúde e dos Assuntos Parlamentares reúnem-se hoje para analisar as conclusões do relatório sobre o combate às doenças infecto-contagiosas nas prisões, que recomenda a troca de seringas.
A reunião, que vai decorrer no Ministério da Justiça, tem lugar um dia depois de o ministro Alberto Costa ter recebido o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), que está frontalmente contra a troca de seringas nas cadeias e que já admitiu a hipótese de convocar uma greve de protesto.O encontro, que junta ainda os ministros Correia de Campos e Augusto Santos Silva, surge também depois de o Conselho de Ministros ter aprovado o plano nacional de luta contra a droga, que contempla medidas como a introdução de caixas de trocas de seringas em meio prisional.Apesar da decisão do Conselho de Ministros, o presidente do SNCGP saiu da reunião de ontem com Alberto Costa convencido de que o ministro da Justiça "ainda tem muitas dúvidas" sobre a medida de troca de seringas nas prisões e que a intenção do Governo não é irreversível.Jorge Alves alertou o ministro da Justiça para o perigo de a introdução de seringas em meio prisional provocar mortes por "overdose" em reclusos, além de constituir "uma arma de agressão" contra guardas e restantes funcionários do sistema prisional.A comissão de peritos nomeada pelos ministros da Justiça e da Saúde para o combate e prevenção de doenças infecto-contagiosas em meio prisional vai recomendar a aplicação de programas de troca de seringas por técnicos de saúde em todos os estabelecimentos prisionais.A comissão deverá também propor a realização de experiências-piloto em algumas cadeias, mas, segundo garantiu o presidente do SNCGP, nada está ainda definido, havendo "a esperança" de que o Governo recue nesta matéria.As recomendações da comissão não são vinculativas, mas os peritos foram nomeados pelos ministérios da Justiça e da Saúde, estando a coordenação do projecto a cargo de Graça Poças."in http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268670&idCanal=95
Normalmente não comento, mas neste momento critico onde estamos a uma passo de "ser europeus" no que respeita a políticas de redução de riscos e minimização de danos, aqui vai uma palavra de apoio para os nossos ministros. Os portugueses não têm em geral muito jeito para ser europeus, mas pelo menos não atrapalhem quem tenta fazer um esforço para que uma determinada realidade social, pelos vistos consensualmente um risco em termos de saúde pública, mude! Para quem tem dúvidas e antes de falar leia alguma coisa sobre esta matéria realizada pelos nossos vizinhos espanhois, ou talvez os alemães, já para não citar a Holanda o meltingpot das experiências nesta matéria, que poderá chocar os mais inflamados. Leiam, oiçam, e depois inflamem-se!!!
Continuação de boas colagens!

27 agosto 2006

15 dias...


15 dias será tempo de espera para tratamento de droga
by Rute Araújo DN

"Os consumidores de droga que queiram entrar em tratamento não vão esperar mais de 15 dias para serem admitidos nos Centros de Atendimento a Toxicodependentes (CAT). Este é o tempo clinicamente aceitável defendido por João Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Hoje, a espera chega a durar meses nos locais onde a procura é maior e as estruturas públicas não conseguem dar resposta.A criação de um tempo clinicamente aceitável para a entrada em tratamento - nomeadamente nos de substituição, como a metadona - é uma das metas do Plano de Acção contra as Drogas - Horizonte 2008, aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros. João Goulão admite que existem consumidores em lista de espera, apesar de não precisar quantos. "Em locais como Sintra ou Almada, a espera chega a ultrapassar os dois meses", sublinha.O organismo vai agora definir duas semanas como o tempo máximo, "um período consensual junto dos técnicos". Mas que exigirá um esforço das equipas, "muitas delas desfalcadas". "Queremos flexibilizar a admissão de técnicos, porque os quadros estão fechados desde a fusão", em 2002, dos dois organismos que deram origem ao actual IDT - o Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência (SPTT) e do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência. A estratégia passa também por recorrer à tecnologia. Os CAT com maior movimento deverão ser dotados de pipetas automáticas, que permitem estabelecer as doses de metadona para cada pessoa, libertando os técnicos. Goulão admite, no entanto que os 15 dias serão "uma meta indicativa". Isto porque, mesmo que os serviços públicos não consigam dar resposta, os consumidores não podem ser enviados para as comunidades terapêuticas privadas, já que "não há oferta de ambulatório no privado".Quatro prisões com máquinasO plano de acção aprovado contempla ainda o alargamento do programa de troca de seringas ao meio prisional. A troca de seringas nas prisões - uma medida integrada nas políticas de redução de danos e minimização de riscos - é, desde 1991, defendida por vários membros do actual Executivo. Incluindo o primeiro-ministro, José Sócrates, que assumiu a pasta da droga nos governos de António Guterres. Contudo, nunca foi levada a cabo.Antes de anunciar uma decisão, o actual Executivo nomeou, em Janeiro, um grupo de peritos para estudar formas de controlar a transmissão de doenças infecto-contagiosas dentro das prisões. O relatório, entregue a 21 de Julho aos ministros da Saúde, Justiça e Assuntos Parlamentares, aconselhava, entre outra medidas, precisamente a introdução de programas de troca de seringas em todos os estabelecimentos do País e, ao mesmo tempo, experiências-piloto de máquinas de troca automática em quatro penitenciárias. Mas, mesmo depois de ter aprovado o plano de acção contra a droga, o Governo continua a adiar uma tomada de posição sobre a matéria.Questionado pelo DN, o Ministério da Justiça diz que este "não é o timing certo" para falar sobre o assunto. E remete qualquer decisão para o próximo dia 30, altura em que os três ministros se vão reunir com os membros da comissão técnica para discutir o conteúdo do relatório. Ou seja, a decisão de avançar com a troca de seringas nas prisões, precisamente a mesma medida que foi aprovada na quinta-feira em conselho de ministros, fica suspensa, pelo menos, até ao final do mês.Tal como no plano de acção, o relatório defende ainda a introdução nas prisões de modalidades de tratamento como a substituição opiácea, para o tratamento da dependência de heroína."in http://dn.sapo.pt/2006/08/26/sociedade/15_dias_sera_tempo_espera_para_trata.html
Duas semanas...?
Boas colagens

25 agosto 2006

Isto está a compor-se!

Máquinas de seringas nas prisões até 2008
"O Governo aprovou ontem o Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências e o respectivo plano de acção, que prevê, entre outras medidas, a introdução de máquinas de troca de seringas nas prisões e a criação de salas de injecção assistida num prazo de dois anos.O Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências vai vigorar até 2012 e o seu plano de acção tem 2008 como limite para a concretização de várias medidas. As salas de injecção assistida (também conhecidas por "salas de chuto") deverão ser criadas até 2008, depois de identificados locais prioritários, o mesmo estando definido para a instalação de máquinas de troca de seringas. Segundo a Lusa, o plano de acção prevê também a realização de estudos sobre o consumo de substâncias ilícitas, nomeadamente entre os estudantes do ensino superior e a população militar. As medidas aprovadas ontem contemplam também a definição de tempos de espera clinicamente aceitáveis para entrada em programas de tratamento.Nas prisões, além da colocação de máquinas para a troca de seringas usadas por material novo, o Plano de Acção contra as Drogas e Toxicodependências prevê também, em articulação com os serviços do Ministério da Justiça, a implementação de programas terapêuticos com agonistas de baixo limiar de exigência (metadona).A prevenção é uma área para a qual o documento aponta a necessidade de "aumentar a abrangência, acessibilidade, eficácia e eficiência dos programas", propondo-se acções como campanhas de informação e a melhoria dos sistemas de apoio e encaminhamento dos consumidores de substâncias ilícitas. É também avançada a intenção de criar um sistema de auditoria técnico-financeira, "interna e externa", aos programas apoiados pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência. A reinserção dos toxicodependentes é também abordada pelo documento, que propõe, a criação de uma bolsa de empregadores, "de forma a promover a integração de indivíduos no mercado de trabalho" e de um programa plurianual para financiar projectos nesta área. O redimensionamento das Comissões para a Dissuasão , a par da clarificação das suas competências e da redefinição das sanções previstas na lei é um outro objectivo. "in http://dn.sapo.pt/2006/08/25/sociedade/maquinas_seringas_prisoes_2008.html
Boas colagens!

24 agosto 2006

Finalmente!!!!!!!!!

Plano nacional contra a droga prevê salas de chuto em dois anos
24.08.2006 - 17h10 Lusa

"O Governo aprovou hoje o Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências e o respectivo programa de acção que prevê, entre outras medidas, a criação de salas de injecção assistida num prazo de dois anos.
O Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências vai vigorar até 2012 e o programa de acção tem 2008 como o limite para a concretização de várias medidas.Entre estas, e de acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, conta-se a regulamentação das estruturas e programas previstos em legislação de 2001 sobre a redução de riscos e minimização de danos, como os locais de consumo vigiados, onde o toxicodependente pode consumir droga sob a vigilância de técnicos.As salas de injecção assistida (também conhecidas por salas de chuto) deverão ser criadas até 2008, depois de identificados locais prioritários, o mesmo estando definido para a instalação de máquinas de troca de seringas.O Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências prevê também a realização de estudos sobre o consumo de substâncias ilícitas, nomeadamente entre os estudantes do ensino superior e a população militar.Acções contra a produção e o tráfico de drogas, em cooperação com as forças de segurança, a reorganização das Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência e a reinserção social dos toxicodependentes são igualmente contempladas no documento.Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de Conselho de Ministros, o ministro da Saúde, António Correia de Campos, apresentou brevemente a nova estratégia nacional de combate ao consumo de estupefacientes e de apoio ao tratamento de toxicodependentes, destacando o seu carácter de "flexibilidade".O governante adiantou que o documento vai ser apresentado publicamente em breve e será também dado a conhecer à Comissão Parlamentar de Saúde." inhttp://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268147&idCanal=21
Boas Colagens!!

19 agosto 2006

Emoções?!

Estudo: dependentes de heroína têm dificuldade em perceber as emoções dos outros 16.08.2006 - 17h52 Lusa

Os dependentes do consumo de heroína em período de abstinência têm dificuldade em identificar nas expressões faciais das outras pessoas emoções básicas como a alegria e a tristeza, revela um estudo científico português.
O estudo "Expressão facial: o reconhecimento das emoções básicas em toxicodependentes - estudo empírico com portugueses" visou perceber até que ponto os dependentes de heroína em período de abstinência conseguiam identificar emoções básicas.Segundo o director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), Freitas-Magalhães, responsável pelo estudo, que decorreu entre 2004 e 2006, "os heroinómanos têm défices cognitivos na identificação das emoções básicas" - alegria, tristeza, surpresa, medo, cólera e aversão.O estudo incidiu sobre o período mais grave de abstinência, que ocorre entre as 24 e as 72 horas sem consumo de droga, e revelou que os toxicodependentes nessas condições apresentam confusão mental e pouca capacidade de reconhecer emoções.De acordo com Freitas-Magalhães, esta descoberta "tem implicações ao nível dos profissionais de saúde que lidam com estes doentes", uma vez que "muitas vezes utilizam determinadas expressões para os motivar, quando na realidade os doentes não estão a perceber nada".Para este trabalho foram estudados 60 dependentes de heroína (25 mulheres e 35 homens) com idades entre os 18 e os 40 anos.A linha de investigação aborda no total outros tipos de dependências como cocaína, álcool ou canabis, cujos dados ainda não estão trabalhados.Relativamente aos heroinómanos, os resultados do estudo confirmam que as mulheres são mais espontâneas na identificação e caracterização das emoções básicas do que os homens.Segundo Freitas-Magalhães, este é um padrão que se verifica sempre: independentemente de consumirem ou não drogas, as mulheres têm sempre mais facilidade em identificar as emoções dos outros. As heroinómanas têm menos capacidade de fazer essa análise do que uma mulher que não consuma drogas, mas continuam a fazê-lo com mais facilidade do que os homens que consomem heroína.O estudo indica também que a partir das 72 horas de abstinência os toxicodependentes "começam a conseguir identificar de forma lenta e gradual as emoções, recuperando praticamente toda a capacidade de juízo e de reconhecimento".Os resultados deste estudo serão publicados no "Journal of Consulting and Clinical Psychology", da Associação Americana de Psicologia.Freitas-Magalhães é professor das Faculdades de Ciências Humanas e Sociais e de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, sendo fundador e director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção."in http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1267419&idCanal=62
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