29 março 2006

Testes a condutores com drogas feitos na hora...



Com um teste rápido à saliva, ao suor ou à urina será agora possível saber se os condutores circulam sobre o efeito de substâncias psicotrópicas. A medida, já prevista pelo novo código da Estrada em vigor, foi ontem regulamentada pelo Governo.Até agora, o rastreio às substâncias que alteram o funcionamento do sistema nervoso era feito através de um exame médico, quando as autoridades desconfiavam do uso de drogas ou em caso de acidente. A confirmação exigia a recolha de amostras de sangue. Assim que estiver em aplicação o novo diploma, a situação será bastante simplificada pois o teste será realizado pelos agentes da autoridade usando um kit de despistagem. O teste é imediato e dará resultados na hora e, em caso positivo, deverá ser confirmado por um exame médico.Contudo, os protagonistas de acidentes que, por questões de saúde, não estiverem em condições de ser submetidos à recolha de fluidos serão sujeitos a um exame de sangue.Substâncias como cannabis, anfetaminas, ecstasy, opiáceos e cocaína serão perfeitamente detectáveis através de uma pequena amostra de saliva ou suor que regista a sua presença durante pelo menos 14 horas após o consumo.O diploma ontem aprovado enumera ainda as substâncias que podem influenciar a capacidade de condução e designa as entidades públicas responsáveis pela execução dos exames médicos e laboratoriais. Os equipamentos utilizados nesta fiscalização serão aprovados pela Direcção-geral de Viação. R C
Diário de notícias 24.Mar.06
Boas colagens!!!

28 março 2006

Para o tratamento de toxicodependentesDroga: presidente do IDT aposta em "respostas de proximidade"


O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) sublinhou hoje a urgência de se encontrarem "respostas de proximidade" para o tratamento de toxicodependentes, nomeadamente através da descentralização de núcleos de atendimento.
Segundo João Goulão, há "um pouco por todo o país" muitos toxicodependentes "ainda sem qualquer contacto com o sistema de saúde", para os quais são necessárias "respostas integradas", resultantes de parcerias entre as instituições. Há um grande número de toxicodependentes "que não consegue ultrapassar uma certa inércia e procurar as instituições que estão disponíveis", pelo que é necessário ir ao encontro deles, "através de respostas de proximidade", disse João Goulão, que hoje inaugurou, na Marinha Grande, um Núcleo do Centro de Atendimento a Toxicodependentes de Leiria.Este núcleo - a funcionar há três semanas em instalações anexas ao Centro de Saúde da Marinha Grande - foi criado devido ao elevado número de toxicodependentes naquela zona e que não se deslocavam a Leiria para tratamento. "É preciso replicar este tipo de experiência noutras zonas do distrito e do país", apelou João Goulão."28.03.2006 - 13h26 Lusa
Depois de uma longa ausência retomam-se as notícias sobre substâncias.
Bom regresso ás colagens!

01 março 2006

Heroína passa testemunho!

"Relatório internacional
Cocaína continua a ganhar terreno na Europa
01.03.2006 - 07h59 Catarina Gomes, (PÚBLICO)



Se é verdade que a cannabis continua a ser a droga mais consumida na Europa, a cocaína está rapidamente a ganhar terreno no continente. Prova disso é o aumento do número de apreensões, da procura de tratamento e da prevalência do consumo em jovens de vários países europeus. É o que conclui o mais recente relatório do Órgão Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE).

"As quantidades excepcionais de cocaína apreendidas em Espanha e em Portugal em 2005" são um sinal do "abuso crescente desta droga", refere o documento deste organismo que controla a aplicação das três convenções sobre droga das Nações Unidas. Em Espanha e na Holanda a cocaína é já a segunda droga, a seguir à heroína, que mais leva os consumidores a procurar tratamento.

Mais: os inquéritos europeus demonstram que o abuso de cocaína entre os jovens aumentou na Alemanha, Dinamarca, Espanha e Reino Unido, assim como em certas regiões da Áustria, Grécia, Irlanda e Itália.

Mas a cannabis continua por destronar. Cerca de 30 milhões de europeus consumiram-na durante o ano passado. Nos Estados-membros da União Europeia, 15 por cento dos estudantes de 15 anos usam-na mais de 40 vezes por ano. Os países europeus onde a prevalência do consumo de cannabis é maior são a República Checa, a França, a Irlanda, a Suíça e o Reino Unido. A planta continua a ser cultivada em vários países europeus, em particular na Albânia e nos Países Baixos.

A heroína disponível na Europa para consumo atinge as 170 toneladas, sendo metade consumida na parte central e ocidental do continente. Apesar da crescente disponibilidade desta droga na Europa, o consumo é dado como "estável ou decrescente, na maioria dos países da Europa Ocidental". Esta tendência de decréscimo da substância, que é mais associada a consumos problemáticos (porque é sobretudo injectada) explica, em parte, a descida das mortes ligadas ao uso de drogas em espaço europeu: passou-se de 8838 em 2000 para 8306 em 2001, o que representa uma baixa de seis por cento. A Alemanha, por exemplo, registou em 2004 o numero mais baixo de óbitos desde 1989.

A quase totalidade da heroína encontrada no mercado ilícito na Europa é proveniente do Afeganistão. A quantidade total apreendida na Federação Russa alcançou, em 2004, os níveis sem precedentes de 3,8 toneladas.

Vários países da Europa continuam a fornecer ao mundo ecstasy e é no continente que se consome um terço da substância produzida. Esta é a droga de consumo mais corrente, a seguir à cannabis, na Europa. Calcula-se que mais de 80 por cento do MDMA (designação química do ecstasy) consumido no mundo sejam ilicitamente fabricados em laboratórios nos países europeus. O MDMA da Europa é traficado para a Austrália, Canadá, Japão e África do Sul.

Críticas às salas de injecção assistida

O OICE - que no passado já se manifestou contra a lei portuguesa de descriminalização do consumo de droga até certa qualidade - escolhe este ano a Noruega como alvo das suas críticas na Europa. Lamenta a abertura, no país, de salas de injecção assistida, em Janeiro de 2005, e pede ao Governo norueguês "que tome imediatamente as medidas necessárias para assegurar o total cumprimento dos tratados internacionais da ONU sobre controlo de drogas".

Segundo estes documentos, as salas de injecção assistida ou outros serviços onde as pessoas possam consumir drogas adquiridas ilicitamente facilitam o consumo ilegal de substâncias e violam as disposições daqueles tratados internacionais. A saber: o consumo das drogas deve limitar-se a fins médicos e científicos. "
in Público 01.Mar.06
Boas Colagens!!!!

Substâncias em www
"Droga: Aumento de vendas na Internet preocupa OICE
A venda de estupefacientes na Internet, através de «farmácias online» tem vindo a aumentar na última década, uma questão que preocupa o Órgão Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE), que admite desconhecer a extensão do problema.
A questão está expressa no relatório de 2005 sobre o problema da droga no mundo, hoje divulgado pelo OICE, um organismo que funciona junto das Nações Unidas e que vigia a aplicação dos tratados internacionais sobre o controlo de drogas.
No relatório, o OICE faz um balanço da criação de medidas alternativas ao cultivo de plantas como a papoila (ópio) e a cannabis (haxixe) e analisa a problemática da droga em termos mundiais.

A venda de substâncias ilícitas através da Internet merece destaque no relatório, com a OICE a frisar que através de cyberfarmácias é fácil adquirir produtos como a metadona ou codeína, muito consumidas por toxicodependentes.
A venda de estimulantes, analgésicos e outros produtos também procurados por toxicodependentes é usual nas farmácias da Internet, que podem ser instaladas em qualquer país, diz o relatório.
Os Estados Unidos é o país com mais cyberfarmácias, abastecidas por estupefacientes de países das Caraíbas e México. Na Ásia os países mais citados são a China, a Índia, o Paquistão e a Tailândia, e na Europa é a Holanda o país a partir do qual operam as cyberfarmácias ilícitas, diz o documento.
«Tendo em conta o carácter muito volátil e maleável do mercado das cyberfarmácias, é difícil avaliar de forma rigorosa a extensão do problema», reconhece o OICE, adiantando mesmo assim que uma farmácia ilegal na Internet rivaliza em vendas com uma farmácia tradicional, realizando por dia, em média, 400 operações de venda de produtos ilícitos.

Dizendo que as substâncias nas farmácias online são vendidas a um preço muito mais elevado, o relatório deixa ainda um alerta: «Alguns destes medicamentos de prescrição contêm estupefacientes e substâncias psicotrópicas com propriedades toxicómanas como as da heroína e cocaína».
O organismo internacional afirma-se também preocupado com a «discrição» das cyberfarmácias, que permitem que todos os consumidores permaneçam anónimos, pelo que crianças e jovens não têm qualquer protecção.
Em termos gerais, os clientes das farmácias online também são mais vulneráveis à fraude. Nos Estados Unidos estima-se que só metade dos compradores em cyberfarmácias receba em casa o produto original.

Até agora, diz o OICE, «apenas um pequeno número de países adoptou medidas jurídicas destinadas a impedir esta utilização da Internet para fins criminosos».
A par de vendas ilícitas online, o OICE manifesta-se também preocupado com o aumento, à escala global, do contrabando de drogas por via postal, reconhecendo que é impossível controlar em permanência todo o correio que circula.
Mais optimista é o balanço sobre as culturas alternativas, levadas à prática em países da América Latina e Ásia, tendentes a substituir a cultura de drogas por outros produtos.
O OICE lembra que na Tailândia a superfície consagrada à cultura da papoila do ópio passou de 17.900 hectares em 1965-66 para 330 hectares em 2000 (redução de 98%). No Laos baixou 75% entre 1998 e 2004.
Do outro lado do mundo, na América do Sul, diz o OICE que na Colômbia a cultura ilícita da coca baixou para metade entre 2000 e 2004 (163 mil hectares para 80 mil) e que no Peru passou de 115 mil hectares em 1995 para 44.200 em 2003.

O OICE recomenda aos países e organismos regionais que analisem a dinâmica da economia ilícita da droga e percebam o seu impacto nas economias locais, adoptando estratégias que assegurem meios de subsistência alternativos às regiões em causa.
O desenvolvimento alternativo, diz a mesma entidade, deve ser uma preocupação de governos e organizações internacionais, como a ONU, o Bando Mundial ou o Fundo Monetário Internacional.
Além disso, os governos devem apoiar e proteger as famílias de agricultores que optem por culturas lícitas, bem como fornecer serviços públicos adequados nesses locais, nomeadamente nas áreas do ensino e da saúde.
Na análise que faz, o OICE afirma que em África é a cannabis (haxixe) a principal droga de abuso, atingindo 34 milhões de pessoas, com Marrocos como o principal país de exportação para todo o mundo.
A América Central e Caraíbas são caracterizadas como um importante ponto de passagem de droga, principalmente cocaína, para a Europa e Estados Unidos, país a braços com o abuso, tráfico e produção ilícita de drogas.

Na América do Sul a cultura de cocaína aumentou em 2004 três por cento relativamente a 2003, ainda assim muito abaixo do referenciado em 2000.
Quanto à Ásia, o OICE salienta a diminuição das culturas de ópio no Laos e diz que apesar dos progressos ainda há muito que fazer no Afeganistão, maior produtor mundial de ópio.
Na Europa, onde o haxixe continua a ser a principal droga de abuso, as quantidades de cocaína apreendidas levam a crer que há um aumento do consumo desta droga, diz também o relatório.
A França, a Irlanda, a Republica Checa, o Reino Unido e a Suiça são referenciados como países onde se consome muito haxixe, dizendo o relatório que nos 25 países da União Europeia cerca de 15% dos jovens de 15 anos e que frequentam a escola consomem haxixe mais de 40 vezes por ano. "
in Diário Digital / Lusa
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